Cadê a informação?

Depois de um absurdo tempo sem postar, por causa da completa falta de tempo, eu volto a escrever sobre mais uma das peripécias dos protagonistas da mídia nacional.
O sensacionalismo e a magnitude que o “caso Isabela” atingiu sobre a mídia é impressionante. a repetição excessiva da mesma historia, que é sim impressionante, porem sem novidades faz termos a noção como a mídia tem ser perdido na insana busca pela audiência, a qualquer custo.

A repetição de como a garota foi morta incessante vezes é inexplicável. ninguém agüenta mais se ouvir falar dessa garota e muito menos dos pais dela. Os pais, que a mídia praticamente idolatra, sim, idolatra por trazer mais audiência, o que também não sei como acontece, e se é que acontece.

a cobertura quase hollywoodiana da prisão dos pais suspeitos não é admissível a partir do momento em que se mobiliza um helicóptero para a ação. A insana propaganda do episodio coloca perguntas em meio ao caminho da mídia nacional e principalmente da TV, no momento em que se discute e se implementa a real convergência digital como Sistema Brasileiro de Televisão Digital.

Não consigo me lembrar de um fato que tenha repercutido tanto e de forma tão irritante quanto tem sido pra mim. Não duvido que eu me irrite pelo fato de que eu atualmente já esteja dentro da mídia e discutindo a mesma. Não vejo mais importância nessa situação e como agente aprende na faculdade, critérios de noticiabilidade, a novidade, o primeiro deles, neste caso já foi pro espaço faz tempo…

A Web ainda é de todos

Na Zero Hora de hoje, as paginas 4 e 5 trazem a polêmica sobre o bom senso na Web, algo muito discutido atualmente pelo fato da pedofilia virtual, e mais especificamente no Orkut, o site de relacionamentos mais visitado pelo publico nacional, crescer de forma substancial, e de forma parasitaria, se manter presente mesmo com o embate de autoridades contra o crime. A reportagem da Zero ainda traz retranca sobre a quebra de sigilos feita pelo governo chinês e como o mesmo o faz.

O foco inicial da reportagem é inegavelmente o fato do Google, empresa gerenciadora do Orkut ter sido autuada pelo governo brasileiro para poder obter dados dos perfis de milhares de usuários. O contraponto do caso chinês passa pelo fato que em ocasiões como essa o governo mandarim faz pressão sobre as empresas, e não entra na justiça contra as mesmas, para que possa obter informações sigilosas, e nisso é apresentado o caso do jornalista chinês, que ao cometer um ato democrático, mandando informações e divulgando fora do país o aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial foi preso a 10 anos atrás, e por isso ainda continua preso.

Na minha opinião, a Web ainda é terra de ninguém, as empresas não aprenderam a lidar com ela de forma que ela possa ser segura completamente, e nem sei se ela ainda será segura dessa forma, tendo em vista que os Hackers, os “bandidos virtuais”, sempre existirão, como os das ruas. A lei virtual ainda não é tão avançada, nem cobre todas as falhas do sistema, esse é aquele tipo de lei que precisa ser criada, pois ela ianda não tem sua base bem concreta, porém deve ser feita poir pessoas que entendam do assunto, e não qualquer Severino.

Rápido panorama oriental

Enquanto no Oriente Médio a mídia local se encarrega de fazer a população odiar cada vez mais o Senhor Bush filho. No mesmo oriente, porém não no médio e sim na China, a imprensa tem seu trabalho impossibilitado de forma substancial pelo governo da região, principalmente com relação ao conflito no Tibet, no momento o evento mais importante do hemisfério.Ontem, em cerimônia apática e sem espírito festivo que uma Olimpíada sempre teve, o inicio da viagem da chama olímpica chamou atenção pelo estranhamento na organização e realização. Dentro de alguns meses a mesma China recebera milhares de nós(imprensa) e publico, e entrará em colapso não tenho duvida, com a quantidade de informações inéditas e impressionantes que proverão de lá.

Reconstruindo a cultura de um pais

O estranhamento dentro da organização da Pequim 2008 esta presente tanto em pontos positivos quanto negativos, e alguns deles são:

-A estrutura pronta algum tempo antes do começo dos jogos, isso mostrando organização exemplar;

–A tentativa de modificar atos culturais chineses para que os mesmos não causem espanto, dentre eles: aprender a não cuspir em qualquer local, popularizar dentro da cultura a privada ocidental, ensinar os chineses a torcer ocidentalmente, e também a implantação de leis contra o fume em locais públicos.

Seja por uma questão de saúde publica ou de adaptação cultural é inegável que a china esta sendo modificada de forma extremamente violenta, e na minha opinião de forma apressada, as vezes até desnecessária, pois o choque cultural é inevitável. Enquanto o governo tenta controlar o povo, o doutrinando, uns cidadãos protestam, e outros estão sedentos por desvendar o que há de interessante por uma cultura tão fechada como a chinesa já foi.

O Brasil com consciência civel

Anunciado hoje no Estadão, as idéias de reforma política propostas inicialmente pela OAB(Ordem dos Advogados do Brasil) e pela CNBB(Conferência nacional dos bispos do Brasil). Estas duas organizações já fizeram convites a outras da sociedade civil para que participem da campanha e ainda aguardam apoio.

A campanha traz a tona novamente para uma discussão dos assuntos relacionados a reeleição no executivo, que segundo a proposta, deveria ser extinta. Além de uma proposta de debate sobre o método de escolha de suplentes de senador, a cassação de mandatos, e a idéia que para mim é o mais importante delas, de instituir o financiamento público nas campanhas eleitorais. A dois posts atrás eu havia comentado como estava sentindo novos ares na política nacional, que gradualmente vem fazendo a mesma evoluir. Apenas em sociedades de nível intelectual mais elevado a sociedade civil tem essa força e essa iniciativa de tomar tornar a causa também sua.

A matéria do jornal paulistano também cita uma possível participação da UNE (União Nacional dos Estudantes) no movimento, o que de certa forma mostra uma união de lideranças pela sociedade em geral. Mesmo com tantos elogios aos propositores, não me iludo que estas iniciativas também demonstram uma vontade destes grupos intelectuais a se aproximar do governo ou até doas partidos do qual é composto, pois sabemos que os interesses individuais não são esquecidos.

O assassinato democrata

Como sempre, as opiniões e pontos de vista diferentes sempre chamam mais a atenção justamente por não condizerem com a maioria, hoje não foi diferente. Lendo o Estadão.com.br, me deparo com uma noticia que descreve uma serie de exposições em Nova York, de um artista colombiano, Yazmany Arboleda, que vive nos EUA.

As exposições do colombiano não são quaisquer exposições, pois ele as dedicou aos pré-candidatos democratas a presidência estadunidense, Hillary Clinton e Barack Obama, falando justamente como estes candidatos, que não tem o perfil usual para assumir a liderança da potência norte-americana, vem sofrendo preconceitos pais a fora. As exposições que se chamam respectivamente The Assassination Of Hillary Clinton e The Assassination Of Barack Obama exemplificam como os atuais senadores são injuriados de forma sexista ou racista pelas mentes cidadãs. Apesar desse grande ideia do artista sul-americano, uma medida judicial suspendeu a esposição por tempo indeterminado.

Política de verdade, decisões sem foco.

O confronto entre oposição e governo que foi prometido e será travado a partir de hoje é, na minha visão, super-importante para nossa democracia. A tempos observamos como o legislativo nacional da demonstrações de infantilidade. Com escândalos bobocas, porque pessoas literalmente dançaram durante a sessão, e com risadas aprovando medidas que mais gostavam tempo do que resolviam alguma coisa.

Uma legitima briga política, mesmo que um tanto teatral em seu inicio, mostra que o Brasil tem evoluído em relação ao nível intelectual de suas discussões. Quem brincaria de dançar na câmara uma hora dessas?

A boa e velha tecnologia

Esta semana ao vasculhar sites sobre tecnologia, encontrei um site que demonstra como as pessoas podem ver a tecnologia de modo diferente. Numa época em que o tamanho dos equipamentos só tende a diminuir, um artista norte-americano, de New Jersey, que ”tuna” Laptops, PCs, carros e vários outros tipos de coisas, de modo que eles pareçam muito mais antigas do que realmente são, por exemplo, trasformando Leptops em maquinas super antiquadas em sua aparência.

O site é o DATAMENCER, eu mostro aqui um exemplo de Laptop que me impressionou, e aqui um vídeo diretamente dos arquivos do The Wall Street Journal, onde o mesmo artista mostra toda a sua desenvoltura frente as suas obras de arte.

Com ou sem segundas intenções, o PAC sai do papel no RJ.

Se é eleitoreiro ou não, até alguém vir denunciar ninguém poderá confirmar. Mas que o senhor presidente colocou sua candidata a sucessão no seu palanque e a deu os créditos do programa que agora anuncia, isso ele fez.

Numa hora dessas a Teoria da Conspiração rola solta e posso pensar que ele fique citando que todo mundo vai chamar isso de eleitoreiro, para que justamente nenhum de nos da mídia possamos dizer isso, mesmo que seja verdade e até ele saiba, tirando o nosso crédito. Claro que sei que se isso for verdade, terei certeza que isso não foi idéia dele, ou achas que ele subiu a presidência ancorado nos mesmos discursos de 1989, quando concorreu a primeira vez. Ele tem grandes publicitários por traz daquele rosto teatral de sindicalista.   

O fato é que o PAC, ou melhor, as obras nos morros cariocas serão ótimas para a cidade e sua população. As regularizações urbanas são um sério problema das grandes cidades hoje em dia, e uma das formas encontradas para que se tem de regularizar tais regiões nas quais o governo normalmente não esta presente, é trazer a estes lugares a estrutura urbana, a qual todo cidadão tem direito. Esta estrutura urbana consiste basicamente no saneamento básico, composto por: Sistemas de água e esgoto, luz elétrica regular, sistema de telefonia fixa e limpeza urbana.

O inicio de imposição do governo sobre uma região abandonada pelo mesmo anteriormente, e teoricamente comandada por facções criminosas só traz bons presságios   para uma cidade que precisa de mais ordem e menos violência.

CMDC - Como pensamos?

                                              

Finalizando a trilogia de textos sobre a Conferência Mundial Sobre o Desenvolvimento de Cidades, trago uma sinopse/análise do um livro (A Cabeça do Brasileiro – Record, de Alberto Carlos Almeida) que traz uma pesquisa que foi apresentada no circuito de debates da conferência, e trata de um estudo social brasileiro. Esta análise enfatiza o teor do livro, comentando a atual situação sofrível da nossa arma mais eficaz contra os problemas sociais, a educação.
Coloco na integra o texto abaixo, pois ele foi publicado em agosto passado, quando o livro foi lançado, na revista Veja, e não sei quanto tempo poderemos ter ele disponível. O texto foi escrito por Ronaldo França e na página (link acima) onde o encontrei hé um teste baseado no livro, que destermina como você pensa.

“ A julgar pelo que se lê nos jornais e se ouve nas salas de aula das universidades, o Brasil conta com uma elite retrógrada, de valores quase medievais, empenhada em obter toda sorte de privilégios do estado e em explorar a massa trabalhadora. Essa elite seria tão daninha que qualquer movimento de protesto originado nela, como o “Cansei”, já nasceria marcado pela ilegitimidade. Segundo os arautos desse ponto de vista, em posição antípoda estaria um povo de valores imaculados, dono de uma sabedoria e um senso de justiça naturais e pronto a redimir o país de séculos de iniqüidade. Basta um pouco de distanciamento para ver que se trata de um maniqueísmo tolo, típico da rasa cachola esquerdista brasileira. Elite é muito mais do que sinônimo de “rico”. Como registram os dicionários, é uma palavra de origem francesa que significa “o que há de melhor numa sociedade ou grupo”. Dela fazem parte profissionais liberais, cientistas, atletas, empresários, políticos (não todos, infelizmente). Só uma nação que conta com uma elite com iniciativa, energia criadora, conhecimento avançado e valores democráticos tem chance de desenvolver-se. É por meio de suas ações e de seu exemplo que o conjunto da população termina ascendendo também, tanto no plano educacional e cultural como no profissional. Isso está longe de ser teoria romântica. É fato verificável no bloco dos países que hoje compõe o clube dos desenvolvidos. 

 Ao deixar de lado os estereótipos falidos, é possível verificar que a realidade brasileira estampa feições que costumam passar despercebidas. Uma prova disso emerge da leitura de A Cabeça do Brasileiro (Record; 280 páginas; 42 reais), do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que chega às livrarias nesta semana. O livro traz os resultados da Pesquisa Social Brasileira, um levantamento no qual se investigaram os principais valores presentes no cotidiano social, econômico e político nacional. Enfim, o que se pode denominar de “o pensamento do brasileiro”. O que se tem ali é uma radiografia de nitidez impressionante, que afirma principalmente como o papel da elite na construção de um Brasil moderno é crucial. A parcela mais educada da população é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos. Se todas as pessoas em idade escolar estivessem em sala de aula hoje, a pleno vapor, o Brasil acordaria uma nação moderna no dia 1º de janeiro de 2025 – depois de um ciclo completo de educação. Os brasileiros passariam a ter baixíssima tolerância à corrupção e esperariam menos benesses de um estado protetor. Funcionários públicos ineficientes e aproveitadores seriam uma raça em extinção. Os cidadãos lutariam mais por seu futuro, em vez de se entregar distraidamente à loteria do destino. Nesse país, as pessoas de qualquer credo ou classe social se veriam como portadoras de direitos iguais. As diferenças sexuais seriam mais respeitadas. Provavelmente pouquíssimos endossariam a frase estampada no alto da página 87 – “Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio”.A Pesquisa Social Brasileira foi realizada pelo instituto DataUff (Universidade Federal Fluminense) e financiada pela Fundação Ford. Foram ouvidas 2.363 pessoas, em 102 municípios. Coordenador do trabalho, Almeida optou pela mesma metodologia utilizada pela General Social Survey, a maior pesquisa social dos Estados Unidos, realizada a cada dois anos, desde 1972, pela Universidade de Chicago. O levantamento expressa a opinião dos brasileiros sobre diversos temas. Não pretende, é importante ressaltar, revelar como agem. A pesquisa é sobretudo a respeito da ética nacional ou das várias éticas que convivem no interior do país. Pegue-se o exemplo do “jeitinho”. A maioria esmagadora da população já lançou mão dele para resolver problemas. De acordo com Almeida, essa parcela equivale a dois terços da população. Mas ele não é aprovado na mesma proporção quando se leva em conta o grau de escolaridade. O “jeitinho” é chancelado como algo válido por quase 60% dos analfabetos. Entre os que têm nível superior, porém, esse índice cai praticamente à metade. Essas discrepâncias também se revelam grandes quanto a outros temas. No universo dos que têm pouca ou nenhuma educação, a taxa dos que aprovam a violência policial oscila entre 40% e 50%. Já a dos que a desaprovam entre os mais escolarizados chega a 86%.A pesquisa se ocupou, ainda, de um aspecto bastante danoso da vida nacional, o patrimonialismo. Ele não é uma invenção brasileira, como os impostos provisórios eternos. Quem melhor o investigou foi o sociólogo alemão Max Weber, que inspirou gerações de estudiosos. No Brasil, surgiu como forma de organização social no século XVI, com as grandes concessões de terra, as capitanias hereditárias. E por aqui fincou raízes fortes. Uma das conseqüências do patrimonialismo é a confusão entre o público e o privado. A pesquisa de Almeida mediu-a por meio da frase “Cada um deve cuidar somente do que é seu, e o governo cuida do que é público”. Ela obteve a concordância de 74% dos que foram ouvidos. Quando se analisa esse mesmo dado à luz da escolaridade, contudo, vê-se a falta que a sala de aula faz. No universo dos analfabetos, 80% não conseguem enxergar o papel do cidadão no cuidado com a coisa pública. Entre os que têm nível superior, o porcentual diminui para 53%.“Hoje, a maioria dos brasileiros ainda tem baixa escolarização e, portanto, uma visão mais arcaica da sociedade”, afirma Almeida. “Mas é evidente que a educação tornará majoritária no país a parcela da população que tem uma visão mais moderna. O processo é irreversível.” A divisão entre arcaico e moderno, embora em desuso por boa parte dos cientistas sociais, é a que define com mais clareza o abismo entre as duas visões de mundo. Para verificar a profundidade dessas diferenças, o autor de A Cabeça do Brasileiro não recorreu a nenhum expediente extraordinário. Apenas aferiu, por meio de perguntas, a indulgência com situações cotidianas. Sua pesquisa tem o poder de iluminar os principais aspectos da vida nacional. Os dados obtidos reforçam o que o imperador dom Pedro II já sabia: sem um esforço para universalizar a educação, a sociedade brasileira continuará patinando material e moralmente. Como nota Almeida, num país mais escolarizado a cena de um Severino Cavalcanti sentado na cadeira de presidente da Câmara dos Deputados nunca teria ocorrido. “Os eleitores de Severino, em sua maioria de baixa escolaridade e residentes em cidades pequenas do interior do Nordeste, tendem a não condenar o comportamento desse político, que defendia abertamente a contratação de parentes”, constata o autor.A corrupção, essa praga tão destruidora quanto a saúva o era nos tempos do ciclo do café, tem o beneplácito da maioria dos iletrados. Isso ficou claro quando se colocou a seguinte pergunta: “Como considerar a atitude do funcionário público que ajuda uma empresa a ganhar um contrato no governo e depois recebe dela um presente de Natal?”. Para 80% dos que não sabem ler ou escrever, isso é apenas um “favor” ou um “jeitinho”. Para 72% dos que concluíram a universidade, é corrupção e ponto final. Voltando à frase do segundo parágrafo desta reportagem, entre os analfabetos 40% acham que uma pessoa eleita para um cargo público deve usá-lo em benefício próprio. Dos que atravessaram todo o ensino superior, somente 3% pensam assim. O mesmo contraste é percebido quando o tema é a intervenção do estado na economia. Incríveis 90% dos analfabetos acham que o governo deve socorrer empresas em dificuldades. Entre os que têm nível superior, apenas 27% concordam inteiramente com isso e 37% aceitam a atitude em alguns casos. Ainda mais preocupante é a proporção de iletrados que apóiam a censura governamental. Para quase 60% deles, “programas de TV que fazem críticas ao governo devem ser proibidos”, contra somente 8% dos que exibem nível superior. Dá para ver de onde os partidários da tentação autoritária tiram seu entusiasmo liberticida.Um capítulo delicado do livro é o que trata da percepção dos brasileiros em relação à cor da pele. O autor pediu aos entrevistados que atribuíssem qualidades ou defeitos a homens brancos, negros e pardos retratados em fotografias. Aos brancos foram atribuídas mais qualidades positivas, como inteligência, honestidade e modos educados. Os negros ficaram em segundo lugar. Quanto aos pardos, além de ficar atrás no que se refere aos aspectos positivos, eles são mais relacionados a características negativas (veja quadro). Com base nesses dados e em cruzamentos mais específicos, como o que relaciona a cor da pele a profissões de maior ou menor prestígio, com vantagem para os brancos, Almeida refuta a tese de que um dos maiores problemas brasileiros é o preconceito social, e não o racial. Mas talvez seja o contrário: pardos e negros são percebidos de modo mais negativo justamente por continuar a figurar em maior número, por causa de circunstâncias históricas, na base da pirâmide social, onde as oportunidades são menores e a marginalidade é maior. Seja como for, a pesquisa funciona como combustível para uma discussão que precisa continuar.“A pesquisa que compõe A Cabeça do Brasileiro é algo monumental. Tem o mérito de testar quantitativamente tudo o que nós estudamos. Nunca foi feito algo parecido”, diz o antropólogo Roberto DaMatta. É também por meio de trabalhos como esse, com conclusões que fogem aos lugares-comuns e apontam na direção da necessidade de universalizar a educação e acelerar a marcha rumo à modernidade – o que significa uma ampliação da classe média, ou seja, da elite –, que talvez um dia o país possa deixar de caber na seguinte descrição do escritor Paulo Mendes Campos: “Imaginemos um ser humano monstruoso que tivesse a metade da cabeça tomada por um tumor, mas o cérebro funcionando bem; um pulmão sadio, o outro comido pela tísica; um braço ressequido, o outro vigoroso; uma orelha lesada, a outra perfeita; o estômago em ótimas condições, o intestino carcomido de vermes. Esse monstro é o Brasil: falta-lhe alarmantemente o mínimo de uniformidade social”. por Ronaldo França.

O ápice da transição midiática

Hoje darei uma dica de um site fantastico que encontrei pela internet , quando navegava pleos jornais on-line pelo mundo. A dica de Site é o PressDisplay, ele não é gratis, mas faz tudo asquilo que você sempre pensou em fazer com os jornais pelo computador, pode comprar as ediçêes que quiser e le-las podendo reprodzir o que quiser pois tu comprou uma copia da edição.

Pena que eles não tem muitos jornais brasileiros dentre os 500 que você pode conferir na integra. Ele funciona mais ou menos ocmo um leitor RSS e manda pra o teu email as noticias que mais te interessam , dos jornais que mais você quer ler, na lingua que quiser.  Serio fiquei impressionado.