Nesta semana foram ao menos dois casos noticiados envolvendo a falta de ética policial. Os dois casos são preocupantes, pois quando se fala de ética no poder publico, está se falando diretamente da possibilidade, ou da ausência da mesma, de fazermos uma sociedade mais justa, mas o que noi momento nos conforta é saber que já existe quem combata estes maus elementos, aparentemente.
Em Bauru, interior paulista, seis policiais são presos suspeitos de agredir a socos e pontapés, torturar com fios eletrificados, e acabar por matar um garoto de 15 anos que era suspeito de roubar uma moto. O absurdo da tortura com fios eletrificados não passa pela cabeça de um cidadão comum quando ele encontra o policial que aparentemente te deixa tão seguro. E por outro lado se o menor era suspeito de roubar uma moto, os policiais nem se comparam quando perdem a razão ao matarem alguém por uma suspeita de roubo, porque não matam eles também? Eles também são suspeitos de infringir a lei, não são?
Mais próximo da minha realidade, Porto Alegre, a prisão em flagrante de um inspetor da policia civil, em Novo Hamburgo, que pedia propina a um pastor, para que o nome deste não fosse relacionado a um caso de falsificação de documentos de automóveis. A falta de ética de quem freqüenta o médio escalão da policia civil é inegável e só nos faz questionar em quem podemos realmente confiar. Se aqueles que manipulam nossas acusações não podem ser confiados, será que os componentes da nossa assembléia podem? O senhor Macalão, que só foi demitido ontem, nos mostra que não.
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