Jornalismo e informática distantes, mas nem tanto.

Concebida como conteúdo ou não, informação é inegavelmente uma das coisas mais importantes para quem quer se manter competitivo no mercado de trabalho; Seja apenas para sobreviver, seja para ambicionar muito dinheiro.

Dentre os grandes movimentos e bandeiras globais esta a causa da informação livre, desinpedida, de caráter público e que pode ser descrita como direito universal. Quando tratamos de informação livre em tempos de internet embora tratemos de um tema só ele pode ser visto por dois pontos de vista: A informação em formato conteúdo (de caráter informativo e jornalistico) e a informação em formato digital quando falamos em plataformas e softwares que nos possibilitam o acesso ou a manipulação de mais dados.

De tempos para cá se discute incessantemente como conteúdo jornalistico/informativo pode se sustentar e se pagar sem que haja a métrica normal de audiência como a vendagem de jornais e o número de aparelhos de TV ligados. Na internet a métrica de número de acessos ainda é tida como precária e a pirataria de conteúdo no formato CTRL+C-CTRL+V banalisa veículos e poliniza audiência.

No mundo da informatica o caso foi semelhante; Quando o boom da internet deu conexão rápida a quem sabia repassar copias de programas de computador pela rede tudo ficou diferente. Pirataria se tornou comum e quem vendia a rodo começou a ganhar menos, mesmo com o constante aumento no número de usuários.

Tanto no formato de conteúdo quanto no formato de software a bandeira da informação livre foi levantada. Conteúdo pago, patrocinado ou financiado? Software pago, patrocinado ou finaciado? Todos se atentaram a discussão, mas poucos tem certeza das respostas.

A efervescência do conteúdo gratuíto passou, mas isso não significa que essa febre não tenha modificado o mercado o qual devastou de incesteza. Conteúdo genérico dificilmente voltará a ser pago, mas em compensação não há quem não pague para uma informação que realmente faça a diferença. Quem vive da bolsa de valores, por exemplo, não vive apenas com os números de ganhos diários das maiores empresas do planeta, mas também com a informação de que a empresa que o interessa está trocando de diretoria; Informações extremamente especificas em resumo continuam sendo muito valorizadas.

No mercado de softwares há quem já tenha apostado tudo em plataformas gratuitas (para sobreviver do serviço) ou patrocinadas; Outras opções dão ao usuário a opção de trocar a publicidade pela contribuição anual de alguns poucos trocados; Também se tentou verder versões mais robustas de produtos gratuitos e que atingem justamente aqueles que não abrem mão daquila ferramenta.

Em uma reflexão como está me aprofundo em uma discussão que tem tudo pra se estender por muito tempo ainda. E entender que áreas aparentemente tão distantes podem dar exemplos uma a outra, nos rendendo bons resultados.

Pedro Palaoro

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O preço do controle social

Garanto que você já reclamou do preço da gasolina esse ano, ao menos a campanha com essa bandeira é grande… ou quem sabe você reclamou do preço do ônibus, ou do preço da faculdade talvez, se você faz universidade particular. Esses aumentos não são só a inflação. Todo mundo sabe que o Brasil está crescendo, a população está enriquecendo, a classe C hoje está cada vez mais perto da B do que da D, e esse papo que todo mundo ouve e fala. E isso é muito bom, mais pessoas tem mais acesso a serviços que todos já deveriam ter, quem não acha bom tirar pessoas da pobreza, não é mesmo? Mas infelizmente isso tem um lado sordido.

O Brasil descobriu a poucos anos um reserva de petróleo gigantesca sob seus domínios, mais precisamente sob as águas do atlântico, Alguém aí tem dúvida que a Petrobras poderia jogar lá em baixo o preço dos combustíveis nacionais mesmo se baseando no preço do produto no mercado internacional? O que é sempre a desculpa dada. Quem vive em Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro sabe do trânsito que se enfrenta todos os dias para se ir ou voltar do trabalho, da faculdade ou do colégio, nossas grandes cidades vivem momentos pré-colapso nervoso e é lá onde o combustível é mais caro.

A cada ano aumenta o numero de pessoas que adquirem carros, sem contar todos os carros vendidos no país nos últimos 30 anos e que continuam nas ruas. Cá entre nós, isso não tem como dar certo. Já dizia o velho ditado popular que fala mais ou menos assim “Quer atacar um cidadão de maneira certeira? Ataque no lugar mais sensível: o bolso.”

Pode não parecer, mas aumentar o preço dos combustíveis acarreta que pessoas na beirada de uma situação financeira confortável para utilizar um carro passem a andar de ônibus ou metrô. Quanto menos carros nas ruas, menos é necessário se investir em asfalto ou em criação de novas alternativas viárias, mas aí se deveria investir mais em transporte público, certo?! Então é aí que entra o aumento dos ônibus.

As pessoas que não tinham condições de pagar o dinheiro da gasolina aderiram ao ônibus e ao metrô, e as pessoas que estão na beirada da situação financeira de decidir ir ao trabalho de ônibus ou bicicleta vão começar a optar pela segunda, afinal, “não dá mais, o ônibus tá muito caro!’ É melhor sair de casa mais cedo do que faltar dinheiro para comer ao final do dia, qualquer um concorda.

Mas e aí, como assim o preço da faculdade tem a ver com isso? O governo, para não investir em universidades públicas estaduais ou federais começou a comprar vagas em instituições privadas visando dar chance àqueles que nunca tiveram chance de fazer um curso de terceiro grau, nada mais justo, e que tem meu apoio total (o fato de dar chance as pessoas).

O ponto crítico para o estudante-cliente está na compra de vagas pelo governo, ele compra as mesmas aos preços que elas realmente custam, não ao preço que quem estuda paga, ou seja, pegando menos do que os estudantes que pagam para estudar. Aí quem sofre? O estudante que tem que sustentar estas instituições privadas (grande parte inclusive oficialmente designadas de instituições sem fins lucrativos) a lucrar a custa de cidadãos que tem os mesmos direitos que todos os outros de estudar ao preço que o estudo vale.

Na sociologia esse tipo de situação pode ser definida como uma ocasião com elementos de controle social, uma sórdida realidade do mundo em que vivemos. E quando eu digo que a minha severa crítica a esquerda e à direita é que elas não saberem se reinventar ninguém entende porque eu afirmo que elas usam as mesmas armas usadas mundo a fora a mais 100 anos e que nunca realmente deram certo ao modo que se deveria.

Esporte, dinheiro e prazer: A criação de um atleta de ponta.

Esta foi minha Reportagem Premiada no 23ºSET Universitário – 2010

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Jornalista-partidário?

Como é importante a discussão política para o futuro de uma nação! E não existe forma exata para que a pratique, e todo mundo sabe disso, justamente por vivermos na dita “democracia”. Não critico os semelhantes: partidários, militantes, apoiadores ou sanguessugas; Até os admiro… conseguem confiar cegamente em ideologias prontas, engessadas no inicio do capitalismo de mercado ou nas empoeiradas bibliotecas russas dos séculos passados.

No maior campo de discussão multidisciplinar da história a internet protagoniza a constante troca de conteúdos e opiniões independente de sua procedência, e que pode atingir qualquer outro cidadão também presente na rede. Se há algum tempo se nota que a rede mundial de computadores já veio se tornando um campo de fãs alucinados por qualquer tipo de objeto, marca ou pessoa, imagine a que ponto isso chegou na área da discussão político-partidária.

Nas urnas do primeiro turno do pleito eleitoral brasileiro de 2010 foram escolhidos 19 governadores, dois terços dos senadores de cada estado, alem da renovação completa das assembléias legislativas estaduais, mas o posto mais alto da república ainda está em aberto, Dilma Rousseff e José Serra disputam o segundo turno para presidente, que tudo indica será eletrizante. Se ao final do primeiro turno serristas se mostravam pouco animados e dilmistas tranqüilos com a vitória, na segunda etapa da disputa tudo parece ter mudado: eleitores anônimos se tornaram militantes fervorosos e o resultado é uma bela gritaria.

Na área do jornalismo e da mídia as discussões politiqueiras geralmente são mais objetivas, tem mais fatos e menos acusações gratuitas, mas é obvio que isso não acontece com todas essas pessoas que tem o interesse de bem informar o publico. Nos últimos dias as discussões, muito válidas, sobre o papel de informar que os grandes jornais e redes de televisão deveriam cumprir tem descambado para um patamar menos racional.

Defender imparcialidade é bobagem, e isso esse blog frisa a muito tempo, mas é papel do jornalista se travestir de militante para traduzir sua indignação às pessoas? Não, né?!

Que a indignação com a Folha, Veja, Carta Capital e seja lá com quem mais for… eu entendo, mas e daí? Você vai gritar contra a imprensa que sempre tomou partido mesmo que sem admitir? E por causa disso vai gritar a favor do candidato que está apanhando mais dela?

Nos Estados Unidos todos os jornais, radios e televisões tomam partido, e o que acontece? Uma baita discussão de ideias e projetos de candidatos, ganha aquele quem apresenta melhor o que o povo quer mais naquele momento. Pra quem você grita falando que estão pegando mais no pé de um candidato do que de outro, querido colega? Para dentro da redação? O seu papel é falar para as pessoas, os cidadãos. Os alerte que quem está subindo nas pesquisas é tão ruim(ou não) e corrupto(ou não) quanto o que estava na ponta, e que todos mudam de opinião dependendo da ocasião. Ou você, inteligente profissional de mídia, acha que endeusar um candidato agora, só para ganhar a eleição, vai fazer dele uma pessoa melhor, menos corrupta, menos cheia de amigos ladrões….?

Um candidato endeusado ainda vai chegar ao poder sob o aplauso de redações cheias de eleitores como aconteceu, para o fortalecimento da imagem de Lula, no final do primeiro e inicio do segundo mandato petista. Vale lembrar que naquela época eclodia o escândalo do mensalão.

Dar o poder as pessoas é o papel da mídia, mas para isso, para darmos a chance as pessoas pensem por si o jornalista também tem que fazê-lo, e para um pensamento independente não se precisa muito, né?! É só ser um pouco desconfiado…..

Pedro Palaoro

A viagem de alucinar

Enfim depois de dois meses saíram as primeiras palavras do meu mochilão pela Europa. Este é apenas o primeiro post dos que relatarão essa minha experiência com outros três amigos.

“Foram 12 cidades e 9 paises, em 29 dias.” Foi assim que por tempos eu consegui descrever a maior VIAGEM que eu já tive até agora. E foi fantástica. Se imagine passando um mês em outro continente, conhecer pessoas, costumes e cartões postais, que são bem mais do que qualquer um pode esperar, além de histórias de outros viajantes e as dos próprios lugares aonde você estava.

Dublin, Edimburgo, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Berlim, Praga, Busseto(Esse é o nome da cidade), Veneza, Milão, Paris e Barcelona. Foram, nessa ordem, as doze localidades que mais nos estendemos a conhecer, embora nem em todas tenhamos passado 24 horas. A rota que foi discutida a exaustão foi planejada e organizada apenas por nós, sem nenhuma agência de viagem para nos prevenir dos contratempos típicos de uma trip assim, o que só deu mais graça para aquele mês.
Exibir mapa ampliado

Além destes 12 pontos de referência do nosso trajeto passamos por outros tantos vilarejos que só paramos para pegar trens nos quase 6.500km que percorremos. Apenas 1000km do universo de 6500 foram transpassados por avião, entre Dublin e Edimburgo, em função da travessia do Mar da Irlanda, e entre Edimburgo e Londres, pois a tarifa aérea era muito mais em conta do que a ferroviária. Os outros 5500km foram explorados via malha ferroviária, serviço extremamente comum e barato naquelas terras.

As pessoas perguntam se houveram cidades melhores que outras… Mas é quase impossível de apontar se foi mais legal conhecer as masmorras subterrâneas da Edimburgo do século XVII, as baladas alucinantes da Berlim da Street Arte emergente ou a Amsterdã da maconha liberada e das 700 mil bicicletas. Mas existem cidades que você sabe… você vai precisar voltar lá algum dia, e não consegui escolher apenas uma. Londres é o centro antigo do mundo e uma das maiores metrópoles do planeta; Praga é uma cidade muito bonita e antiga e que intriga pelo sua diversidade em todos os sentidos; Berlim é uma cidade em total ebulição cultural por causa do fim da Guerra Fria, e onde a cultura urbana se renova; E Dublin, que tem a melhor cerveja do mundo; São as minhas escolhidas.

Em posts na seqüência contarei o que passamos por lá e o que cada cidade nos ofereceu. Aguardem.

Começando relax…

Capa do disco da Avante Royale

Apesar de lançado em 2009, trago a tona meu comentário sobre o EP da gaúcha Avante Royale, que traz um rock instrumental salpicado de influências diversas. O disco que foi produzido por Guedes, da também gaúcha e ígualmente instrumental, Pata de Elefante, traz um novo ponto de vista para a tradicional surf music sem vozes.

Surpreendendo, o disco inicia com um faixa de apresentação, homenageando a boa e moderna mpb, sem poupar acordes claros, que sem virtuosismo se encaixam de forma suingada e ao mesmo tempo com uma misteriosa melancolia. Em seguida “La prima noche vs cormão 1 pulmão” trata de sacudir a poeira e trazer Beach Boys e Dick Dale para a pista, marcar passos e colocar o pessoal pra dançar de forma bem relaxante, mantendo aquele clima flutuante de quem viaja nas ondas do mar.

Diego comanda a guitarra solo para abusar de slides precisos e não menos ritmados, ancorado por Renato, que na segunda guitarra participa modestamente numa dupla muito bem ensaiada na qual o baixo de Daniel impõe a pegada mais rebolante. A bateria de Sandro prima por quase desaparecer frente a tão harmônicas sonoridades de corda, mas uma condução simples da espaço para um belo embalo orquestrado na chamada “Ressaca na pracinha”.

Avante Royale

Aquela que seria a mais cotidiana das faixas se torna a mais jazzista das mpbs, com solos resolutos, ritmo acelerado e clima mutante vindo a tona, em “Surfing the samba facil”. A então marcha lenta é levada a sua mais alta rotação para que o desanimo seja apenas mais uma impresão passada.

Na mais medieval das influências reais o clima, em “Ginpelo´s Destiny”, retoma seu suspense, mas agora um pouco mais pacato, afinal os acordes que lembram o saloon merecem recomendação. A, por vezes, simplicidade do som relaxa o ouvinte que acabaria buscando uma voz de libertação, mais gritada, o que dá a possibilidade que o público faça sua parte.

Avante Royale no myspace: www.myspace.com/avanteroyale

Por Pedro Palaoro

Pela evolução do jornalismo

No jornalismo e na comunicação como forma de se denominar o uso da flexibilidade mantida pela liberdade de expressão se convenciona falar sobre a independência das empresas jornalísticas e de mídia. Se manter sobre os preceitos jornalísticos não é tão difícil afinal se tratando de fatos cotidianos, mostrar o que acontece não é uma dificuldade, a não ser que você queria esconde-la mostrando outra coisa. Mas penso que ainda mais difícil que se manter sobre preceitos de ética, honra e verdade, que são primordiais, é se manter sobre linhas editoriais conservadoras, que pecam pela repetitiva visão burocrática da noticia que repete as mesmas perguntas, leads e clichês de texto. Isso é uma coisa que Bourdieu já afirma em seu livro “Sobre a televisão”, no qual ele menciona o fato dos jornalistas terem uma visão fechada pelo fato de lerem, e se informarem, uns pelos outros e manterem sempre o mesmo modo de apurar a informação buscando muitas vezes até o mesmo angulo que a concorrência.

Admito, nunca trabalhei numa redação, como ainda espero trabalhar, ao menos como experiência profissional essencial. As linhas editorias que me refiro não exatamente a dos editores, mas muitas vezes do repórter preguiçoso e burocrata, que depois de aprender sua profissão esqueceu o que é criatividade.

Iniciei o estopim da minha linha de pensamento vendo telejornais de diferentes redes de TV nos dias posteriores ao terremoto no Haiti, e me chamou atenção o fato de ocorrer uma repetição excessiva de imagens, as mesmas imagens, por redes diferentes e que mantinham equipes postadas no front do desastre. Claro, são imagens de agências de notícia, nada incomum para empresas jornalísticas, mas a minha crítica não é essa, e sim o ausência de repórteres aonde não tem outros repórteres. As redes que mantinham equipes no Haiti veiculavam imagens da mesma agência de noticias, e com seus repórteres faziam e repetiam pautas que suas concorrentes diretas também faziam.

Ai eu pergunto, os repórteres afirmavam “Porto Príncipe está mais destruída do que as outras cidades do país.” E ninguém, absolutamente ninguém foi ao interior do país fazer uma imagem! Ao menos eu não vi nas redes brasileiras, ou será que era muito caro comprar da agência a imagem? As matérias sobre falta d’água e comida, saques e barbáries são todas com as mesmas imagens compradas e textos muito parecidos.

Ontem entrei numa discussão boboca que um comunicador da Radio Atlântida de Porto Alegre postou em seu blogue sobre os clichês jornalísticos, que realmente existem, mas não era esse o mérito que ele queria passar, e sim dizer que a faculdade de jornalismo não serve pra nada, por criar difusores de clichês. Mas ai eu pergunto ao querido leitor desse blogue “Para que serve um curso em uma faculdade?”(não só a de jornalismo) Ensinar os alunos a técnica para que eles possam adapta-la sobre a situação não é? Pois parece que o “comunicador formado” da rádio porto-algrense se esqueceu de pensar. È claro que os clichês existem, e como em todas as profissões, o que diria a você um peão de fabrica sobre repetitividade? E completo para dizer que antes de falar de clichê na comunicação ele poderia observar o próprio programa.

A informação criativa e independente é o que as pessoas querem, e o melhor exemplo disso é o sucesso dos blogues segmentados, que falam de um público para este mesmo público, a fórmula ideal. A informação independente que eu me refiro é mostrar os contrapontos, as nuances, pense na informação que as pessoas querem(pergunte a elas se quiser mais explicação), faltam os detalhes dos fatos, informação nunca é demais e sempre pode interessar a alguém.

Eu pareço sentenciar essas palavras, mas esse é um desabafo que tenho sobre a frustração que tenho de parte dos comunicadores que acham que ainda são os donos da palavra. Hoje, se a informação existe a pessoa vai ficar sabendo se quiser saber, e o jornalismo que tem tantos modos de atingir todos se priva de servir as pessoas para relevar o que não interessa pelo simples fato de dar menos atenção ao consumidor. Neste texto me refiro ao refinamento na pesquisa jornalística, coisa que penso que falta um pouco antes de se focar uma pauta, parte essencial da produção noticiosa.